31.03.2012
O
significado que Cristo dá à nossa vida se manifesta em primeiro
lugar no lar, pois esse é o nosso primeiro mundo. Desde a instituição
da família por Deus, em Gênesis 1:27, a sua importância continua
a mesma. Através dos séculos, o lar continua sendo a base de todo
o sistema social. É evidente que em todo relacionamento humano há
limites e liberdades, pois os direitos de cada um devem ser
respeitados.
Ao
colocar no jardim do Éden o primeiro casal, Deus demonstrou
claramente sua intenção de que o plano ideal divino é que duas
pessoas se encontrem e se completem. Além disso, ao colocá-los no
jardim com todo o conforto, deu uma demonstração evidente que o
Senhor sempre deseja o melhor para nós. A Bíblia sempre ressalta
com clareza as famílias, quer recebendo bênçãos ou não, mas
sempre como um todo. Abraão, ao sair de sua terra e parentela como
o Senhor lhe anunciara, foi com toda a família.
Um
dos textos bíblicos que estabelece o plano de Deus para a família
está contido em Efésios 5:22 a 6:4. Infelizmente deste texto é
lido só o primeiro versículo, esquecendo-se dos demais, quando a
ênfase maior do texto é no amor do marido e não na sujeição da
esposa.
O
apóstolo Paulo recomenda: “Vós, maridos, amai a vossas
mulheres, como também Cristo amou a igreja...” (Efésios
5:25); “o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é
a cabeça da igreja” (Efésios 5:23). O amor do marido à
esposa é comparado ao amor de Cristo pela igreja, portanto, esta
passagem não ensina o controle de um pelo outro, mas a predominância
do amor. Esse amor tem características claras. Em primeiro lugar é
um amor sacrificial. “Cristo não amou a igreja para que ela
fizesse algo por ele, mas para fazer algo por ela.” O amor
sacrificial não se utiliza da tirania do controle, mas está
disposto a pagar qualquer preço pelo bem-estar da outra pessoa. O
amor é também purificador. O amor verdadeiro é o grande
purificador da vida. Além disso, o amor deve ser solícito. O
marido ama a sua esposa como a seu próprio corpo (Efésios 5:28). Não
um amor interessado nos serviços prestados, como comida, roupa
lavada, filhos cuidados, mas o amor que coloca a pessoa amada acima
do que ela pode lhe dar de volta.
À
Esposa ele recomenda: “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos
maridos...” Submeter, segundo o dicionário Aurélio, é “fazer uma adesão espontânea da vontade de uma pessoa à de
outra”. A submissão feminina será uma adesão espontânea à
vontade do marido em reconhecimento do que ele tem procurado fazer
por ela. Não é um ato imposto por ele, mas conquistado. Quando a
Palavra de Deus coloca que o marido é a “cabeça”, é ele
que toma as iniciativas. Alguns maridos esperam que a esposa se
submeta para depois amá-la. Mas se eles são “a cabeça”
do casal, o amor deles pela esposa deve vir em primeiro lugar. Não
é essa a ordem bíblica? Portanto, o relacionamento conjugal é uma
rua de mão dupla. Cada um tem o seu papel. O não cumprimento de um
acarreta sérios prejuízos para o outro e a saúde emocional do lar
está a perigo.
Aos
Filhos e Pais, o apóstolo recomenda, a obediência dos filhos aos
pais lembrando que é o primeiro mandamento com promessa (Efésios
6:1-2). Filhos obedientes são a alegria do lar. Filhos que
obedecem, respeitam e não causam tristezas é o sonho de cada
casal. O texto de Efésios 6:4 é o coração desta recomendação.
Se os pais não irritarem seus filhos, mas criá-los com disciplina,
princípios morais e cristãos bem alicerçados, os resultados serão
filhos obedientes. Obediência e disciplina se ensina e se pratica
no lar. Pais que fogem ao compromisso de educar os filhos porque
”dá muito trabalho”, e daí os entregam nas mãos de outras
pessoas, não têm o direito de reclamar quando a obediência não
acontece no lar. Pais que não são obedientes a Deus, dificilmente
conseguirão a obediência dos filhos. É questão de exemplo. A
criança nasce sem saber os limites de atuação e cabe aos pais
estabelecer esses limites para que o desenvolvimento seja
equilibrado. Outro dado é manter fórmulas fechadas para tratar os
filhos todos igualmente. Ora, cada filho tem uma personalidade
diferente e a técnica deve ser diferente para atingir os mesmos
resultados. Os princípios morais de verdade, amor, justiça,
misericórdia, responsabilidade, etc. devem ser transmitidos a
todos, porém, a maneira de transmitir é que modifica. Por isso,
alguns pais dizem, “ah! Criei todos igual e dois se desviaram
do caminho”. Você respeitou a personalidade de seu filho? Também
neste caso de pais e filhos o modelo bíblico é de mão dupla. Um
tem compromisso para com o outro. Os pais têm compromisso com os
filhos e vice-versa. Se queremos respeito dos filhos, devemos
respeitá-los em primeiro lugar. O importante é que como pais
tenhamos, diante de Deus, a consciência tranquila de ter feito o
melhor e vivido os princípios cristãos autênticos em nosso lar.
Extraído
e adaptado do livro: Cristo
em Minha Vida Diária
Autor:
Darci
e Nancy Dusilek
Para
Meditar: "O
meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu
vos amei."
João
15:12.
Oração:
“Senhor,
ajuda-me a criar os meus filhos, com amor e respeito, na Tua presença,
de acordo com a Tua palavra. Ajuda-me a viver em amor, honrando e
respeitando o meu cônjuge, sendo mais compreensivo, amoroso e
tolerante, tornando a nossa vida mais feliz e abençoada.” Amém.