22.03.2014
“Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto?”
Jó 12:9.
Há anos achou-se na África um dos mais magníficos diamantes da
História. Foi oferecido ao rei da Inglaterra, para fulgurar na sua
coroa. O rei enviou-o a Amsterdam para ser lapidado, e foi posto nas
mãos de um especialista. E o que fez ele?
Tomou a valiosa gema e fez nela uma marca. Então deu-lhe com seu
instrumento um golpe seco. E pronto, lá estava a soberba pedra
dividida em dois pedaços! Que imprudência, que desperdício, que
descaso criminoso!
De modo algum. Por dias e semanas aquele golpe havia sido estudado e
planejado. Desenhos e modelos haviam sido feitos da pedra. Suas
qualidades, seus defeitos, as linhas do corte, tudo havia sido
estudado com extremo cuidado. O homem a quem ela estava entregue era
um dos mais hábeis lapidários do mundo.
Então aquele golpe foi um erro? Absolutamente. Foi o clímax do
engenho do lapidário. Quando ele desferiu o golpe, fez aquilo que
traria a pedra à sua mais perfeita forma, brilho e esplendor. Aquele
golpe que parecia arruinar a magnífica preciosidade, era na verdade
a sua redenção. Pois daquelas duas metades saíram as duas soberbas
gemas que o olho hábil do lapidário enxergou escondidas na pedra
bruta que veio da mina.
Assim às vezes Deus deixa cair sobre a nossa vida um golpe cortante.
O sangue jorra. Os nervos retraem-se. Nossa alma grita em agonia. O
golpe nos parece um grande erro. Mas não é. Pois somos para Deus uma
jóia preciosíssima. E ele é o mais hábil lapidário do universo.
Um dia iremos fulgurar no diadema do Rei. Agora, enquanto estamos na
sua mão, ele sabe exatamente como lidar conosco. Não recairá sobre
nós nenhum golpe que não seja permitido pelo amor, o qual, das suas
profundezas, opera bênçãos e enriquecimentos espirituais que nunca
vimos nem procuramos. - James H. MacConkey
Num dos livros de Jorge MacDonald aparece este fragmento de
conversa:
“Eu imagino por que Deus me fez”, disse o Sr. F. “Estou certo de que
não adiantou nada fazer-me!”
“Talvez não tenha adiantado muito ainda”, disse D., “mas ele ainda
não acabou de fazer você. Ele ainda o está fazendo; e você está
questionando o processo.”
Se os homens apenas cressem que estão no processo de criação, e
consentissem em ser feitos - em deixar o Criador moldá-los como o
oleiro ao barro, submetendo-se aos movimentos da sua roda - dentro
de pouco tempo estariam louvando a Deus pelas vezes que a sua mão os
pressionou, mesmo que lhes tivesse causado dor; e por vezes, não
seriam apenas capazes de crer, mas reconheceriam o fim que Deus tem
em vista, que é trazer um filho à glória.
Extraído
e adaptado do livro:
Mananciais no Deserto
Autor:
Lettie
Cowman
Para
Meditar: "Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?
diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós
na minha mão, ó casa de Israel." Jeremias 18:5-6.
Oração: “Senhor,
eu Te peço que me perdoe por murmurar nas ocasiões em que passava
por situações difíceis e adversas e não reconhecer que naquele
momento o Senhor estava me lapidando, fazendo de mim uma pessoa
melhor. Pai, ajuda-me a ser como o barro, sempre disposto a ser
trabalhado e moldado por Ti. Toma minha vida em tuas mãos e faça de
mim um vaso novo. Faça com que eu seja um vaso de bênçãos para honra
e glória do Teu nome. Eu peço
e agradeço
em nome de Jesus
Cristo.” Amém.