09.03.2013
“Disse
mais o senhor a Moisés... Quando homem ou mulher cometer algum dos
pecados em que caem os homens, ofendendo ao senhor, tal pessoa é
culpada. Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará
plena restituição...” Números 5:5-7.
Os
prisioneiros geralmente esperam ser perdoados ou ganhar a liberdade
condicional logo depois de serem sentenciados, independentemente dos
ferimentos das suas vítimas. Mas um pastor que falava a uma recente
convenção das Emissoras Religiosas Nacionais mostrou algo
importante quando disse: “Quem ferir outra pessoa, deveria ficar
na prisão, no mínimo, enquanto a vítima ficar no hospital”.
Uma
história que me contam frequentemente é a do marido que sai de
casa, vive com outra mulher por algum tempo, depois volta e age como
se nada tivesse acontecido. Ele acha que tem um perfeito direito de
esperar todos os confortos do lar - exatamente como antes. Certa
senhora me contou que o marido vai e vem dessa maneira e fica
absolutamente indignado se ela apenas sugere que isso pode não ser
certo e que a está magoando. ao erro?
Jesus
contou de uma expectativa muito mais realista do filho pródigo que,
após esbanjar a herança que recebeu do pai em uma vida dissoluta
num país distante, caiu em si e voltou para casa - esperando ser
tratado como servo. Embora o pai o abraçasse e beijasse, o filho
bradou: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou
digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15:21).
Nós
também não deveríamos esperar ser recebidos de braços abertos
quando tivermos causado tristeza e ansiedade a alguém. Devemos
entender que a reação humana da nossa vítima tem mais
probabilidade de ser como a do irmão mais velho do pródigo que
estava zangado e sem disposição para um relacionamento restaurado.
Devemos ficar extremamente gratos quando a vítima estiver disposta
a perdoar, aceitar-nos de volta e restaurar o relacionamento
conosco.
Embora
Deus não nos peça contas dos pecados que já perdoou, ainda somos
responsáveis para com os seres humanos a quem magoamos.
Após
orar: “Deus, eu pequei”, e dar os passos de arrepender-se
e reconciliar-se com ele e com os outros, estamos absolvidos de toda
responsabilidade e ação subsequentes? Não. Ainda temos
responsabilidade para com aquele contra quem pecamos.
Este
é o passo da restituição. É fazer devolução, compensar por uma
perda ou dano. É devolver a quem de direito o que lhe foi tirado.
Quando pecamos, é nosso dever fazer devolução àquele que foi vítima
do nosso pecado.
Embora
devamos reconciliar-nos com Deus quando pecamos, a restituição é
feita somente às pessoas contra quem pecamos. Não há nenhuma
forma pela qual possamos fazer restituição a Deus por violar a sua
santidade. Tudo o que podemos fazer é arrepender-nos por tê-lo
magoado tão profundamente e amá-lo tanto que faremos tudo em nosso
poder para restaurar nosso relacionamento com ele. Então podemos
servi-lo com nova paixão, compensando os dias ou oportunidades
perdidos.
Mas
nossos relacionamentos humanos são diferentes. A reconciliação
com as pessoas contra quem pecamos ou cometemos um crime geralmente
inclui fazer restituição de algum tipo.
Extraído
e adaptado do livro: Jornada
de Oração
Autor:
Evelyn
Christenson
Para
Meditar: "E
não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados
para o dia da redenção. Toda a amargura, e cólera, e ira, e
gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a
malícia. Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos,
perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em
Cristo."
Efésios 4:30-32.
Oração:
“Senhor,
perdoa-me por ser insensível àqueles a quem magoei. Pai, dá-me um
coração sensível, amoroso e traze à minha mente todos aqueles a
quem preciso fazer restituição. Pai, espero em silêncio para me
trazeres à mente os passos que desejas que eu dê. Eu oro
e agradeço em nome de Jesus Cristo.” Amém.